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Aterro de Gramacho fecha após 34 anos

Após o fechamento, o lixo existente em Gramacho vai gerar energia

2 de junho de 2012

Aos quatro anos, José de Jesus Oliveira Junior deixava sua casa, em Duque de Caxias, ao lado dos cinco irmãos, e seguia em direção ao Jardim Gramacho. O destino era o Aterro Sanitário do município. Lá, era escondido por eles dentro de uma sacola plástica para que pudesse entrar sem ser identificado. O objetivo era apenas um: se alimentar de restos de comida encontrados no maior lixão a céu aberto da América Latina. A partir do próximo domingo, histórias como a de Junior serão definitivamente encerradas com o fechamento de Gramacho, após 34 anos de operações.

Ao legado de destruição do meio ambiente e miséria, junta-se, em uma outra vertente, a reconstrução da fauna de seu entorno. Depois de ter o manguezal que circundava o terreno onde o lixão estava localizado destruído pelo chorume que vazava do lixo, a Comlurb iniciou uma série de melhorias para transformar o lixão em aterro controlado. E um dos principais resultados deste trabalho foi a reconstrução da área de mangue, com o replantio de 100 hectares, muda a muda. A própria natureza cuidou da recuperação do restante.

– Em janeiro de 1996 recebemos recursos para iniciar um processo de recuperação, através de um projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que foi efetivamente implantado em 2007, com exploração e venda de gás metano – explica o diretor do Aterro Sanitário de Gramacho, Lúcio Vianna.

A primeira providência tomada foi a contenção do crescimento do aterro em direção à Baía de Guanabara. Depois disso, o aterro passou a coletar o chorume produzido, que era enviado até uma lagoa de equalização, onde passava por um processo de tratamento.

– Passamos a cobrir com argila todo o lixo exposto, diminuindo a área a ser trabalhada diariamente. Com isso nós conseguimos estagnar o crescimento do aterro através dessas obras de estabilização do aterro – contou Vianna.

Idealizado em 1976 pela Fundrem (Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro), Gramacho começou a operar dois anos depois, sem que nenhum tipo de estudo de impacto ambiental fosse feito. Recebia lixo de diversos municípios, entre eles Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Iguaçu, sem controle. Com a extinção da Fundrem, equipamentos como tratores e caminhões ficaram sem verba para manutenção e os municípios, que continuavam enviando seu lixo, não cumpriram o acordo estabelecido de destinar uma verba para o funcionamento do aterro. O quadro só veio a sofrer alterações em 1996, quando os recursos começaram a chegar.

A poluição ambiental não foi a única forma de degradação do Aterro de Gramacho. Todos os dias, desde sua inauguração, centenas de pessoas esperavam avidamente pela chegada dos caminhões de lixo para dali tirarem seu sustento. Os catadores tornaram-se praticamente parte da paisagem local, transformando o aterro em um local de miséria também humana.
Com o fim de Gramacho, os catadores receberão uma indenização no valor de R$ 14 mil e, com esse dinheiro, poderão começar uma nova vida, longe do lixo.

– Pretendo abrir uma lanchonete e começar uma vida nova, longe daqui – contou Junior.

Após o fechamento, o lixo existente em Gramacho vai gerar energia. Serão instalados 300 poços de gás, interligados a um gasoduto, que vai levar o produto dessa queima diretamente para a Petrobras. O processo de exploração vai durar 15 anos.

– Saímos de Gramacho deixando uma área recuperada, que vai render, durante 15 anos, recursos gerados a partir da queima do gás que será transformado em gás natural – explicou José Henrique Penido, assessor da diretoria técnica-industrial da Comlurb.

2 de junho de 2012

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