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04/10/2012 | Transportes | BRT Transcarioca

Construção do BRT deixa legado por onde passa

Antiga reivindicação dos moradores da Penha, na Zona Norte do Rio, novo viaduto que está sendo construído foi provocado pela passagem do Ligeirão

Nem todos podem saber, mas a Penha é um bairro da Zona Norte carioca com grande importância histórica e cultural para a cidade do Rio de Janeiro. Foi lá, por exemplo, o palco de lançamento daquele que é considerado o primeiro samba do Brasil, “Por Telefone, de Donga, durante a tradicional Festa da Penha – uma colorida comemoração com muita música e dança, que acontece nos meses de outubro e novembro. Lá também fica a Igreja da Penha, um santuário construído em 1635, símbolo da região e da Zona Norte do Rio. Porém, os moradores do bairro padecem com um trânsito para lá de complicado em virtude da linha férrea que divide o bairro.

Por conta disso, chegar ou sair da Penha sempre foi um martírio que, agora, começa a ser solucionado. Por lá vai passar o Ligeirão da Transcarioca, ligando o abastado bairro da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, à Ilha do Governador e o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. Mais do que o benefício do corredor expresso BRT, a obra deixará como legado a ampliação do Viaduto Luiz Carlos da Vila, na Penha, um gargalo rodoviário que dá passagem a apenas um veículo em cada mão. No primeiro semestre do ano que vem – data de previsão de conclusão da nova Trans –, o engarrafamento constante promete ser, se não exterminado, ao menos dirimido pela duplicação do acesso com o novo viaduto, paralelo ao já existente.

“Na Penha temos um problema de circulação crônico. O Viaduto João XXIII (agora Luiz Carlos da Vila) é de mão dupla, estreito, e sempre houve um problema para chegar ao bairro ou seguir para a Avenida Brasil. A ideia da Transcarioca é não só abrir passagem para o ônibus, mas melhorar o entorno. É como uma obra paralela à Transcarioca, que ficará como legado. Por onde o BRT passa, ele melhora a circulação do entorno, fazendo a reurbanização”, explica o engenheiro chefe da obra, Eduardo Fagundes.

De acordo com o projeto, o viaduto que já existe será apenas sentido Penha. A nova construção está sendo erguida ao lado e terá duas faixas para quem segue para a Avenida Brasil. O BRT passará por baixo deles, fazendo, assim, com que não haja retenções provocadas por sinais de trânsito. A linha férrea que corta a região provocou um problema de deslocamento entre bairros que será melhorado com o novo viaduto.

Atualmente, os operários da obra fazem as fundações, como num viaduto comum. Estão sendo cravadas as estacas, construindo blocos de cimento, levantando pilares, fazendo vigas e lajes. É o mesmo processo que aconteceu com o Viaduto de Madureira, outro à margem da linha férrea e que também foi duplicado.

A obra começou há dois meses, preparando um desvio no trânsito para os operários terem espaço para trabalhar e construir as vigas pré-moldadas. O objetivo é que esteja concluído no primeiro semestre do ano que vem.

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