Esta matéria faz parte do conjunto de transformações Centro de Operações Rio
Clique e conheça os detalhes do projeto
28/12/2011 | Infraestrutura | Centro de Operações Rio

Centro de Operações Rio completa um ano mirando os Jogos de 2016

Verdadeiro "Big Brother" com 500 câmeras, controle de sinais de trânsito e superpotente radar meteorológico, complexo de monitoramento põe o Rio na seletíssima lista de "cidades inteligentes", preparadas para eventos grandiosos

A pouco mais de quatro anos para a abertura dos Jogos de 2016, aquele que é considerado o primeiro equipamento público do Rio de Janeiro construído visando às Olimpíadas está perto de completar seu primeiro aniversário. Inaugurado no dia 31 de dezembro de 2010, o Centro de Operações Rio já aprendeu muito sobre a cidade ao monitorá-la em tempo real 24 horas por dia. E começa a escrever uma história diferente para o futuro próximo.

– Sem dúvida, este é um equipamento que vai estar bem mais maduro à época desses grandes eventos que estão chegando. A ideia é que, durante eles, seja possível responder a qualquer tipo de adversidade, qualquer contratempo, ajudando a cidade a funcionar da melhor forma – explica Savio Franco, chefe-executivo do Centro de Operações Rio.

Com uma estrutura dar inveja a metrópoles de países superdesenvolvidos, o Centro conta com cerca de 500 câmeras digitais espalhadas pela cidade, que dão aos operadores de trânsito uma visão geral das vias e cruzamentos mais importantes do Rio. As imagens são disponibilizadas numa parede de monitores LCD de 80 m².

– Temos ainda as informações vindas de todos os órgãos, colocadas em camadas num mapa Google, o que nos ajuda a ter uma visão ampla e rápida de tudo o que a Prefeitura dispõe. Assim, a gente consegue saber quem está mais próximo de qualquer incidente e responder com mais rapidez – complementa Savio.

Savio Franco, chefe-executivo do Centro: união com órgãos do Estado e concessionárias para maior agilidade

Além de toda a tecnologia digital disponível, o Centro de Operações Rio consegue reunir num mesmo lugar representantes de diversos órgãos do Estado – como Bombeiros e Polícia Militar –, do município e das empresas privadas concessionárias de serviços públicos, como energia elétrica, trens, metrô e gás.

– O diferencial é que eu estou junto de uma série de pessoas, e, em vez de ficar insistindo num chamado por telefone ou por rádio, consigo chegar perto e tratar dos assuntos com mais agilidade – explica o supervisor Controle de Trânsito do Centro de Operações, Waldir das Neves Filho.

Os operadores, egressos do antigo sistema de controle da CET-Rio, têm ainda total controle sobre cerca de 2.500 sinais de trânsito na cidade. Por meio de um sistema informatizado e com o auxílio das imagens das câmeras, eles conseguem regular os tempos de fechamento e de abertura dos cruzamentos, dando mais fluidez ao trânsito.

Com o Centro de Operações, o Rio se coloca numa seletíssima lista de cidades enquadradas no conceito de “cidades inteligentes”, onde as ações do poder público estão focadas na mobilidade do dia a dia e na criação de mecanismos que permitam se antecipar a qualquer tipo de incidente, seja na área do trânsito ou da meteorologia.

– A cidade do Rio é a única no Brasil que detém um radar próprio. Ele fica instalado no Sumaré e tem capacidade de ver a aproximação da chuva ou de uma frente fria num raio de 250 quilômetros. Além disso, temos 32 pluviômetros instalados pela cidade, com os quais a gente identifica a quantidade de chuva em tempo real – detalha Savio.

Na área de previsão do tempo, operada pelos técnicos do sistema Alerta Rio, o Centro conta ainda com o PMAR (Programa Meteorológico de Alta Resolução), um sistema matemático capaz de prever o comportamento das chuvas com até 48 horas de antecedência, através de dados históricos dos temporais, dos pluviômetros, do radar e de satélites.

Notícia Anterior
Condomínio da Providência livra famílias de áreas de risco
Próxima Notícia
Padrão europeu nas calçadas do Porto Maravilha