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12/08/2011 | Instalações Olímpicas

No bairro militar, a arena do tiro esportivo

Centro nacional da modalidade, localizado entre quartéis do Exército em Deodoro, abriga disputa dos Jogos Militares 2011

A brasiliense Roberta Almeida, da modalidade carabina: “Nosso estande é um dos melhores do mundo. A gente viaja bastante, e poucos têm essa estrutura”

O major José Iengo conhece muito bem as instalações do Centro Nacional de Tiro Esportivo (CNTE), localizado no bairro carioca de Deodoro. Foi lá onde garantiu a primeira posição por equipes no Mundial Militar de Tiro Esportivo, realizado em dezembro de 2010, na modalidade pistola rápida. E é lá que serão disputadas as provas desse esporte em 2016.

Perto de completar 20 anos dedicados ao tiro esportivo, Iengo é um dos principais nomes do time brasileiro na disputa da 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares, em 2011. Ele ressalta que o tiro é um dos únicos esportes em que não há favoritos, por isso, afirma, não apostaria um tostão em nenhum dos competidores.

– A perspectiva é sempre ganhar, mas na hora da prova tudo pode acontecer. Não dá para apostar em ninguém – diz o atleta.

Competidora na modalidade carabina, a brasiliense Roberta Almeida se dedica integralmente aos treinamentos desde fevereiro de 2011. Segundo ela, em um único dia de treinamento pode dar até 300 tiros.

– Se você for olhar o ranking nacional, vai observar que grande parte, 90% ou mais é encabeçado por atletas militares –, analisa Iengo.

A disputa dos Jogos Mundiais Militares serve como uma espécie de prévia das Olimpíadas do Rio em 2016. O Centro Nacional de Tiro Esportivo, que vai passar por algumas adaptações, é elogiado pelos atletas.

– Nosso estande é um dos melhores do mundo. A gente viaja bastante, e poucos têm essa estrutura. Todos os estrangeiros com quem eu falo que estão competindo aqui elogiam muito. Então, acho que temos totais condições de receber as Olimpíadas de 2016 – garante Roberta.

Se definindo como um ‘tenta-atleta’, Iengo diz que antes do tiro tentou os 400 metros e o vôlei, sem sucesso. O major define o dia 19 de março, data de seu aniversário e de sua primeira competição, como aquele que mudou sua vida.

– Eu fui bem nessa prova, e ela definiu muita coisa na minha vida. Os cursos que eu fiz, os lugares onde servi, as competições de que participei e até a mulher por quem me apaixonei – confessa o militar, se referindo à major Ana Luiza Mello, que conquistou uma vaga para as Olimpíadas de 2012, também no tiro de pistola.

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