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29/05/2012 | Transportes | BRT Transoeste

Transoeste marca uma nova fase no transporte carioca

Primeira fase do corredor expresso para BRTs terá 40km de extensão e 35 terminais de parada para ônibus articulado, o Ligeirão

O Rio está prestes a viver uma nova fase no transporte de massa com a inauguração da Transoeste. A primeira fase do corredor expresso para BRTs (Bus Rapid Transit) que vai ligar Santa Cruz ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, terá 40km de extensão e 35 estações de parada para o Ligeirão, o ônibus articulado do BRT.

– Nesta primeira fase, 31km do corredor expresso serão de faixa segregada, somente para os ônibus articulados. Nela, o BRT terá duas pistas exclusivas, sendo uma de ida e outra de volta. Os outros 9km serão de faixa compartilhada com outros veículos, porém com estações, onde os ônibus vão parar separados – explicou Eduardo Fagundes, engenheiro da Secretaria Municipal de Obras.

Uma das grandes estrelas da primeira fase da Transoeste, o túnel da Grota Funda, que possui 1100 metros de extensão, vai mudar a rotina de quem precisa atravessar a Serra da Grota Funda para ir e voltar do trabalho. Graças a ele, o tempo de travessia, que antes era de meia hora, passará a ser de dois ou três minutos, sendo proibido o tráfego de caminhões, que continuarão a utilizar a Serra para se deslocar.

– Por ser o primeiro túnel que liga toda a Zona Oeste, estamos apostando muito no crescimento de lugares como Pedra de Guaratiba, Ilha de Guaratiba e Sepetiba, que agora estarão ainda mais próximos ao Recreio e à Barra da Tijuca – afirmou Fagundes.

A economia diária de tempo não se restringe somente ao túnel da Grota Funda. Segundo Fagundes, os testes que já vêm sendo feitos com os ônibus do Ligeirão mostraram que, da estação do Magarça, em Guaratiba, até o terminal Alvorada, na Barra, foram gastos apenas 30 minutos, no ônibus expresso. Por esses testes, calcula-se que o passageiro que vier do Terminal de Santa Cruz em um ônibus expresso, parando em apenas quatro estações, vai levar cerca de 40 minutos para chegar ao Terminal Alvorada. Para otimizar esse tempo, os passageiros poderão escolher entre dois tipos de viagem: em ônibus expressos ou paradores. O primeiro vai parar apenas em quatro estações, no trecho entre Santa Cruz-Terminal Alvorada: Estrada da Matriz/Mato Alto, Glaucio Gil, Salvador Allende e Recreio Shopping, além do Terminal Alvorada e Terminal Santa Cruz.

O outro modelo é o parador, que como o próprio nome já diz, fará paradas em todas as estações ao longo dos quase 40km da Transoeste. Para facilitar o acesso às estações, os passageiros contarão com as chamadas linhas alimentadoras, que servirão para levar os passageiros que moram em locais distantes aos terminais do BRT.

Para que o sistema possa fluir com rapidez, várias obras foram feitas ao longo do percurso Barra-Santa Cruz, como uma ponte sobre o Rio Piraquê, em Guaratiba, que aumentou o número de pistas de duas para seis, incluindo as duas do BRT. Entre Guaratiba e Santa Cruz foi construída uma faixa de ciclovia, que correrá paralela ao corredor do BRT, facilitando a vida dos moradores da região que utilizam a bicicleta como meio de transporte, para ir e voltar das estações, que serão equipadas com bicicletário.

Para facilitar a travessia, todas as estações do BRT Transoeste contarão com travessias semaforizadas. De acordo com Fagundes, o sinal vai ter um controlador e o ônibus, um sistema adaptativo que vai dar prioridade a ele. Para realizar este controle, a Transoeste terá um Centro de Controle Operacional exclusivo, que vai monitorar, 24 horas por dia, tudo o que acontece no corredor exclusivo. Assim, se um ônibus enguiçar, por exemplo, os controladores saberão e, imediatamente, acionarão o sistema de reboque, com motocicletas que farão a sinalização da via e um reboque responsável pela retirada do ônibus enguiçado.

– Os primeiros 30km de faixa segregada possuem 55 aberturas, chamadas de by pass. Se o ônibus pifar, a partir das câmeras instaladas ao longo do sistema, funcionários chegarão em um tempo estabelecido de seis minutos, sinalizarão e os ônibus que vêm logo atrás deixarão o corredor expresso no último by pass antes do acidente, trafegando pela pista de rolamento até que se consiga retirar o ônibus no próximo by pass. Essa operação deve durar entre 15 e 20 minutos, de acordo com testes realizados – disse Fagundes.

O corredor expresso BRT significará uma mudança de paradigma no sistema de transporte público de massa, como afirma Eduardo Fagundes. E a Transoeste é apenas o primeiro passo. No futuro, quem precisar se deslocar pelo Rio de Janeiro poderá contar com um sistema que vai aliar velocidade e segurança, “formando uma rede de transporte que vai mudar a vida das pessoas que precisam pegar ônibus”.

– No futuro vamos interligar a Barra à Linha 4 do Metrô, para que o passageiro possa chegar ao Centro. Depois vamos ligar a Transoeste à Transcarioca, chegando ao Galeão; o passageiro também vai poder pegar a Transbrasil e chegar ao Centro, onde ele terá acesso a metrô e trem. Ou seja, essa nova rede vai deixar não só o transporte muito mais ágil e seguro, mas também vai fazer com que as pessoas ganhem tempo e, com isso, qualidade de vida – finalizou o engenheiro.

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